Série Brasileiras que Fizeram História: Princesa Isabel (1846 – 1921)

Por Bazar Horizonte 5 meses atrásNenhum comentário
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Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança e Bourbon nasceu no Rio de Janeiro, em 29 de julho de 1846.
Era filha de Dom Pedro II, o imperador do Brasil, com sua esposa, Teresa Cristina. Foi a segunda filha do casal e foi nomeada herdeira, porque o filho mais velho do casal – Afonso Pedro – faleceu ainda criança.
Devido à sua importância para a monarquia brasileira, a princesa Isabel recebeu uma educação de alta qualidade. Chegou a estudar durante 15 horas na adolescência e estudava disciplinas diversas como economia, física, mineralogia, história e estudou diversos idiomas, tais como latim, alemão, italiano, francês e inglês.
No final de 1863, o imperador começou a procurar um marido para a princesa Isabel e, dessa busca, saiu o casamento da princesa com um representante da nobreza francesa: Luís Filipe Maria Fernando Gastão, o Conde d’Eu. O casamento dos dois aconteceu em 1864, quando a princesa tinha 18 anos completos.

A princesa Isabel, como mencionado, nunca teve grande apreço pela política e, por isso, permaneceu, o máximo possível, alheia ao que acontecia nessa área em nosso país. Preferia dedicar-se ao serviço doméstico, ao cuidado dos filhos, à jardinagem e a outras questões menores. Mesmo assim, foi a primeira mulher senadora do país, quando completou 25 anos, por ser a filha mais velha do imperador, conforme decretava a lei brasileira.

Como herdeira do trono, a princesa Isabel foi obrigada a assumir o comando como regente do Brasil em três ocasiões. Isso aconteceu, porque D. Pedro II viajava frequentemente, principalmente quando sua saúde foi piorando, conforme envelhecia. Foi regente do Brasil nas seguintes ocasiões:


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  1. Em 1871, quando assinou a Lei do Ventre Livre.
  2. Em 1876 e 1877, quando mediou um conflito entre católicos e maçons.
  3. Em 1888, quando aboliu a escravatura por meio da Lei Áurea.

Apesar da ação ter se mostrado amplamente popular, houve forte oposição contra sua sucessão ao trono. O fato de ser mulher, seu forte catolicismo e casamento com um estrangeiro foram vistos como impedimentos contra ela, juntamente com a emancipação dos escravos, que gerou descontentamento entre ricos fazendeiros.

De acordo com o historiador Roderick J. Barman: “na visão da posteridade, [Isabel] agiu decisivamente apenas uma vez em uma única questão: a imediata abolição da escravidão”.[148] De fato, é por essa realização, e exclusivamente por ela, que a princesa é amplamente lembrada pelo povo brasileiro. Como Barman também explicou, paradoxalmente este “exercício principal do poder pela qual a posteridade só se lembra dela […] contribuiu para sua exclusão da vida pública”. A própria Isabel escreveu um dia após o golpe de estado republicano: “se a abolição é a causa disto, eu não me arrependo; eu considero valer a pena perder o trono por ela”.
A monarquia brasileira foi abolida em 1889 e ela e sua família foram exilados por um golpe militar.
Isabel passou seus últimos trinta anos de vida vivendo calmamente na França.

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